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Notícia #8: Entre a minha família e os meus direitos

Hoje?!

Hoje é dia de nos dirigirmos à família.

Família é presença, é amizade, é companheirismo.

A família passa por dificuldades mas não desiste…

Cuida de dia e de noite…

Acompanha lado a lado no caminho que trilhamos.

A família é lar, não é só casa!

A família é porto seguro, não é um lugar qualquer na margem!

À nossa e a todas as famílias agradecemos imensamente todo o apoio, todo o amor, todas as dádivas e doações, todas as pedras lançadas na construção dos nossos lares com fundações tão sólidas.

A família é e tem de ser um lugar onde queremos sempre voltar!

E Ontem?!

Ontem foi Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Foi (é sempre) dia de nos dirigirmos à nossa família e pedir que não se esqueçam que:

A família protege mas deixa viver ao mesmo tempo!

A família prende-nos (com o coração) mas também nos dá asas!

A família pergunta, não obriga!

A família conversa, não mete medo!

A família apoia-nos nas nossas decisões, não impõe a sua vontade!

Foi (é sempre) dia de lembrar a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência salientando que as pessoas com deficiência gozam de forma plena e igual de “todos os direitos humanos e liberdades fundamentais”, devendo ser respeitada a sua dignidade, a sua autonomia individual e as suas escolhas promovendo “a participação e inclusão plena e efetiva na sociedade” (“Convenção sobre os Direitos das pessoas com deficiência e protocolo opcional”, pp. 9-10, 2010).

Por isso, neste dia que é nosso, pedimos um desejo: “queríamos que algumas coisas ficassem só no dia de ontem e passassem a ser apenas recordações de velhos tempos”. E entre essas coisas, pedimo-vos que:

– por mais que queiram cuidar da nossa saúde, não nos obriguem a comer a sopa;

– por mais que tenham medo que soframos, não nos proíbam de namorar;

– por mais que nos queiram incutir responsabilidade, não nos privem de todas as atividades divertidas;

– por mais que achem que não precisamos de vocês, não nos abandonem nem desistam de nós;

– por mais que não queiram que fiquemos tristes com as nossas derrotas, deixem-nos tentar;

– por mais que tenham medo que sejamos discriminados, deixem-nos participar na nossa comunidade;

– e, por fim, por mais que achem que o melhor para nós é o que vocês acham, não se esqueçam de nos perguntar!

E que o amanhã seja: “nada sobre nós, sem nós.”

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